Acusado de matar radialista após abraçá-lo vai à júri popular na Paraíba Acusado de matar radialista após abraçá-lo vai à júri popular na Paraíba Acusado de matar radialista após abraçá-lo vai à júri popular na Paraíba

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Acusado de matar radialista após abraçá-lo vai à júri popular na Paraíba





Deve ir à júri popular o empresário suspeito de matar o radialista Joacir Rocha de Oliveira, de 35 anos. A decisão, emitida nesta segunda-feira (30), é do juiz do 1º Tribunal do Júri de Campina Grande, Fabrício Meira Macêdo. O crime aconteceu em Maio de 2019, em um restaurante no Centro de Campina Grande, Agreste da Paraíba, e teria sido motivada por um relógio.

Roberto Vicente Correia do Monte, suspeito do crime também teve a prisão preventiva mantida. Ele está preso desde 31 de Maio de 2019.

O Ministério Público denunciou o empresário por homicídio qualificado (motivo torpe e sem chances de defesa da vítima). Mário Lúcio de Oliveira, que é apontado como segurança do suspeito, foi denunciado pelos crimes de omissão de socorro e favorecimento pessoal. Ele teria contribuído ajuda o empresário a fugir no dia do crime.

“Finda a instrução processual, por tudo que foi exposto acima, verifica-se que os indícios de autoria recaem contra Roberto Vicente Correia do Monte. As testemunhas ouvidas são uníssonas para apontar o réu como sendo o autor do crime, e informam o motivo, no mesmo passo há a confissão do réu. Assim, outro caminho não há senão o de levar este denunciado a julgamento por seus semelhantes. Na decisão de pronúncia, por expressa disposição legal, descabe ao juiz singular adentrar no mérito da questão, cuja competência é exclusiva do Conselho Sentenciante conforme previsão Constitucional, sendo esse o caso em que os indícios apontam que o denunciado teria sido o responsável pelo homicídio de Joacir Rocha de Oliveira”, observa o magistrado na sentença de pronúncia.


Relembre o caso 

Uma briga por causa de um relógio teria sido o motivo que levou o empresário Roberto Vicente Correia do Monte a matar o radialista Joacir Oliveira Filho, de 34 anos em Campina Grande. 

Jorcir Oliveira Filho foi morto a tiro na noite desta quinta-feira (30), de Maio de 2019 em um restaurante no centro de Campina Grande. O suspeito foi preso no início da tarde desta sexta-feira, em flagrante. Um pente de pistola com munições do mesmo calibre usado no crime foram encontrados enterrados em uma propriedade da família do empresário.


Segundo a Polícia Civil, vítima e suspeito estavam embriagados no momento do crime. Imagens colhidas pelos policiais mostram que os dois se encontraram no restaurante, se cumprimentaram, se abraçaram e começaram a beber juntos. Segundo o relato de testemunhas à Polícia Civil, enquanto bebiam, os dois começaram a discutir por vários assuntos.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a briga ficou mais intensa quando os dois começaram a discutir por causa do relógio que o empresário estava usando. "Eles ficaram brincando com o relógio e em um momento esse relógio teria desaparecido", de acordo com a delegada de homicídios da Polícia Civil, Suelane Guimarães.

A delegada disse que o autor do crime foi até o banheiro e quando voltou pagou a conta dele e também a conta da vítima no restaurante. "Depois de pagar a conta ele sacou a arma e atirou na vítima" disse a delegada.

Depois de atirar na vítima, o suspeito fugiu. Segundo a Polícia Civil, o motorista do empresário estava esperando do lado de fora. O motorista assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). O suspeito do crime seguia detido na carceragem da Central de Polícia, até as 17h30, aguardando audiência de custódia.

A vítima ainda foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no caminho do hospital.