Em coletiva, delegada diz que outras mulheres apontam ‘perfil agressivo’ de suspeito do crime cometido contra Patrícia Roberta Em coletiva, delegada diz que outras mulheres apontam ‘perfil agressivo’ de suspeito do crime cometido contra Patrícia Roberta Em coletiva, delegada diz que outras mulheres apontam ‘perfil agressivo’ de suspeito do crime cometido contra Patrícia Roberta

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Em coletiva, delegada diz que outras mulheres apontam ‘perfil agressivo’ de suspeito do crime cometido contra Patrícia Roberta



A Polícia Civil investiga se Jonathan Henrique, suspeito de matar a jovem Patrícia Roberta, teria cometido outros crimes. Segundo a delegada Emília Ferraz, possíveis vítimas denunciaram o rapaz após o fato.

“Temos várias outras pessoas para indagar. Recebemos denúncias que apontam para pessoas que também se declararam vítimas das investidas abusadoras de Jonathan. Uma outra pessoa alega para o temperamento explosivo”, disse a delegada.

Os detalhes do crime foram revelados pela polícia, em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (28).


Antes de viajar, Patrícia Roberta arrumou os cabelos e fez as unhas para ir ao encontro do suspeito. A passagem de Caruaru para João Pessoa foi comprada com autorização da mãe, em seu cartão. Ainda na sexta-feira (23), a jovem ficou à espera de Jonathan no Terminal Rodoviário, ele não apareceu, mas disponibilizou uma veículo de transporte por aplicativo para levá-la até seu apartamento, no bairro de Gramame.

No sábado (24), o rapaz saiu do apartamento e deixou a jovem trancada. Ela comunicou o fato à família alegando tristeza, já que veio para capital paraibana com a promessa de conhecer a cidade e o “mar”.

A garota se comunicou com a mãe até o último domingo (25). Diante do seu silêncio, a família registrou um boletim de ocorrência, quando foram iniciadas diligências pelas Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros.

A delegada Emília Ferraz explicou que uma testemunha viu quando Jonathan transportava o corpo de Patrícia e chegou a perguntar: “Você matou essa jovem?”. Até o momento, nove pessoas foram arroladas como testemunhas no processo de investigação.

A polícia solicitou perícia no local onde ela teria permanecido. O Instituto de Polícia Científica conseguiu coletar e apreender um “material estarrecedor”. Foram apreendidos livros, registros e material para prática do ocultismo, além de uma lista com nomes de mulheres.

Essa lista, que também tinha o nome de Patrícia Roberta, ainda está sendo investigada pela Polícia Cientifica.


Roupas da jovem Patrícia Roberta apreendidas pela Polícia Civil

Corpo encontrado 

O corpo de Patrícia Roberta foi encontrado na tarde de ontem numa região de matagal na Zona Sul de João Pessoa. O cadáver estava envolto em um plástico e em estado de decomposição.

Para a perita Amanda Melo, o crime pode ter acontecido há mais de 48 horas. Ainda não se sabe como a jovem foi assassinada.

Devido ao estado de conservação, o corpo foi congelado e deve passar por novos exames para conclusão da causa.

Prisão do suspeito 

Jonathan Henrique, principal suspeito da morte da jovem Patrícia Roberta, foi preso na noite dessa terça-feira (27), na casa de um amigo, que também foi preso e responderá a processo por acobertar um suspeito que era procurado pela polícia.

O rapaz passará por audiência de custódia ainda hoje.

Participação de outras pessoas no crime 

Uma garota que se apresentou como namorada de Jonathan Henrique se apresentou à Polícia Civil para prestar depoimento. Ela falou, durante o plantão policial, que esteve com o rapaz.

Ela afirmou que Jonathan tinha informado sobre o encontro com a Patrícia Roberta na sexta-feira (23). Mas, disse que passou boa parte do sábado e domingo com o suspeito do crime em uma casa no bairro de Mangabeira, inclusive consumindo entorpecentes.

Segundo a delegada Emília Ferraz, ainda não é possível associar uma coparticipação no crime. Mas a hipótese ainda não está descartada.

MaisPB