Padre da Diocese de Cajazeiras, retorna de Roma após concluir mestrado - Blog do Ângelo Lima

Padre da Diocese de Cajazeiras, retorna de Roma após concluir mestrado


O Padre Janilson Rolim Veríssimo, sacerdote do clero da Diocese de Cajazeiras, PB, que foi pároco da Igreja Matriz da cidade de Sousa e da paroquia Nossa Senhora Aparecida, da cidade de Aparecida, no Sertão da Paraíba, agora obteve o título de mestre em Teologia Moral pela Pontifícia Academia Alfonsiana, em Roma, no último dia 30 de maio de 2020.

A dissertação de mestrado do Padre Janilson teve como título “Ao que Deus purificou, tu não chames de profano (At 10, 15): a moral na forma mentis do Papa Francisco”. “Forma mentis é uma expressão latina que diz respeito à maneira específica de pensar e agir de uma pessoa ou uma comunidade, ou seja, um hábito, uma atitude pragmática bem definida, clara e perseverante”, explicou o sacerdote.

Padre Janilson disse partir do texto dos Atos dos Apóstolos (10, 9-15). Disse também que da mesma forma que Pedro “subiu para orar”, e ouvindo a “voz que desceu do céu”, deixou-se transformar interiormente, compreendendo que “o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração”, a Teologia Moral deve abdicar de qualquer pretensão puramente legalista e acompanhar o ser humano não só com seus acertos e virtudes, mas também com seus erros e fragilidades, pois são “felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.

Para o mais novo mestre em Teologia Moral, “Lucas, nos Atos dos Apóstolos, narra que a voz propõe a Pedro um novo desafio, a saber, ir além da norma prescrita para os alimentos na Lei judaica. Pedro responde negativamente com toda a convicção religiosa e a fundamentação legal que possuía. Mas, quem é Pedro para anular o decreto divino? Declarar profana aquela orientação não seria andar contra a vontade de Deus? A lei tem vitalidade provisória, são prescrições humanas, que às vezes leva os homens a enfrentar, de forma contrária, o próprio Deus. Pedro é assim convidado a libertar-se dos escrúpulos no tocante à pureza legal e não deve mais condenar e evitar aqueles que não seguem à norma escrita ipsis litteris. Pedro, portanto, numa mudança de paradigma, sai do nível dos tabus alimentares e vai além, ou seja, se abre a uma nova compreensão das relações humanas quando afirma: ‘Deus acaba de mostrar-me que a nenhum homem se deve chamar de profano ou impuro’ (At 10,28).

Por isso, segundo Padre Janilson, a forma mentis do Papa Francisco parte da situação concreta do povo, incluindo suas fragilidades: “não é necessário ser perfeito para ser admitido na comunidade cristã. A conversão de hábitos leva em conta a gradualidade daqueles que são transformados aos poucos pela ação do Espírito Santo. Esta situação de ‘já, mas ainda não’, própria da irrupção do Reino de Deus, requer criatividade e paciência para aceitar a gradualidade. Ser cristão é percorrer um caminho, é fazer um processo. Segundo Francisco, não se trata de aplicar receitas ou repetir o
passado, uma vez que as soluções não são válidas em todas as circunstâncias e o que foi útil num contexto pode não o ser noutro”, explicou.

Janilson manifestou sua gratidão a Dom Francisco de Sales, pelo convite e envio aos estudos superiores em Roma, e à Adveniat por assumir, junto com a Diocese, as despesas do curso. Cajazeirense de nascimento, Padre Janilson Rolim tem 38 anos e foi ordenado sacerdote em 12 de dezembro de 2007.

Redação Fonte: Leonardo Alves, Da Redação do Debate Paraíba
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