Defesa é superada por ataque, Brasil perde para a Bélgica e é eliminado



Kazan. Não se pode errar em Copa do Mundo. Vou escrever de novo. Não se pode errar em Copa do Mundo. E o futebol brasileiro que ensaiou engrenar, naufragou em Kazan para a badalada geração belga. De novo, o hexa está adiado. Não é um vexame do quilate de um 7 a 1, mas os resquícios de quatro anos atrás estragaram o sonho brasileiro em terras russas.

O emocional fez a diferença. De novo. Fernandinho, há quem vá ter dó dele, mas será crucificado. Um gol contra e a perda de bola no lance do segundo gol da Bélgica. Inverter um 2 a 0 contra um timaço de craques como Lukaku, Hazard e De Bruyne não era missão fácil. A seleção só conseguiu descontar. Com o 2 a 1, os belgas vão pegar a França na semifinal.

O paralelo com eliminações passadas foi inevitável. Começo de jogo bom, primeiro gol tomado em lance de bola parada. Em campo, todos os seis remanescentes de 2014, pela primeira vez em campo no Mundial.

De igual forma, pode se puxar pela memória as eliminações nas quartas, tanto em 2010, para a Holanda, saída de bola errada de Júlio César, e a de 2006, para a França, naquela ajeitada de meia de Roberto Carlos.

O jogo se desenhou estudado, mas com o Brasil bem mais ofensivo no início de partida do que de costume. A bola na trave de Thiago Silva e o chute mascado de Paulinho deram o recado da proposta de jogo. Ah, se elas tivessem entrado... mas tem que fazer! Afinal de contas, tudo pode cair por terra com um vacilo, algo imperdoável em uma competição de alto nível. O que foi aquilo Fernandinho? Pelo amor de Deus! Gol contra dele, numa trapalhada após escanteio, aos 12 min.

O Brasil seguiu melhor, com a bola nos pés, mas ainda faltava caprichar. Desta forma, a partida ficou desenhada do jeitinho que o adversário queria: engatilhada nos contra-ataques. Não deu outra: De Bruyne ampliou aos 30 min. Lá vem eles de novo? Não é possível!

E o time não se encontra... Neymar tentando resolver sozinho, não iria conseguir. Para a segunda etapa, Firmino no lugar de Willian. Só restava a pressão, mesmo que atabalhoado. Neymar caiu na área, Gabriel Jesus também, mas não teve pênalti, mesmo com a consulta do VAR. Recuperado de lesão, Douglas Costa pintou como solução e até que deu mais mobilidade e poderio ofensivo. Mas, de novo, o Brasil só sabia carimbar os zagueiros e Courtois, quando trabalhava, não era assim tão exigido.

Renato Augusto no lugar de Paulinho foi a última cartada de Tite, uma cartada certeira, um gol típico de centroavante, aos 30 min, para colocar reascender a esperança. E o homem da confiança de Tite teve a bola do empate aos 34 min, mas colocou para fora. E o Brasil seguiu construindo, mas quando conseguia, não acertava o pé.  O Brasil volta pra casa.


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