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Sábado de Aleluia é celebrado na Catedral de Nossa Senhora da Piedade na cidade Cajazeiras



 



























Foi celebrada na noite desse último sábado (31) a celebração da Vigília Pascal na Paróquia Nossa Senhora da Piedade em Cajazeiras no sertão da Paraíba.

A celebração teve início às 20 horas com a bênção do fogo em seguida aconteceu à celebração da palavra onde ocorreu o salmo cantado e acompanhado pelos cantores que emocionaram os participantes.


A missa foi presidida pelo Bispo Diocesano Dom Francisco de Sales.

É na noite de sábado que, em todas as paróquias católicas pelo mundo inteiro, se celebra a Vigília Pascal, chamada de “vigília das vigílias”, quando se canta o “Exultet” e, movidos por alegria pela ressurreição de Jesus Cristo esperada em silêncio solene, os fiéis chegam a exaltar a culpa de Adão, “que nos fez merecer tão grande Redentor”, diz o canto.


“Se o orgulho não fosse para Adão um deus, viveríamos num paraíso. Perdemos os dons antigos e foi necessário que Jesus viesse para nos redimir. Deus é capaz de tirar o bem mesmo de coisas ruins”. O prelado lembra que a celebração deste dia traz simbologias que fazem referência à luz de Cristo que vence as trevas. A fogueira colocada em frente às igrejas, cujo fogo é utilizado para acender o círio pascal, “representa que o homem foi feito para a luz que nos é transmitida”, aponta.


Fogo – O grande símbolo da vigília pascal é o fogo. “O fogo purifica, e o Cristo é a própria luz”. Biblistas especialistas nos escritos de São João explicam que, já no começo de seu evangelho, o teólogo do amor de Deus, como é conhecido, ressalta que “a luz (Jesus) veio ao mundo e as trevam não a superaram”.


O círio pascal é uma grande vela que representa o Cristo. Após ser aceso, entra no templo ainda totalmente escuro, menção ao tempo em que o corpo esteve sepultado. No círio estão inscritas as letras gregas alfa e ômega, a indicar que Jesus é o princípio e o fim das coisas, e o número do ano em curso, o que indica que a Ele pertence o tempo e a eternidade. A grande vela recebe cinco incisões que representam as chagas do Crucificado.


Um dos momentos mais marcantes da vigília. “Há uma recapitulação do antigo testamento ao novo. As luzes são acesas, os sinos são tocados e cantamos o Aleluia. Passamos 40 dias sem o Aleluia. E a Igreja canta o Glória, ou seja, a beleza daquele que ressuscitou”, descreve o bispo. Os católicos referem-se à ressurreição como “o fato histórico mais estupendo do mundo. A fé dos cristãos tem ali o seu fundamento; por isso tentam questionar e duvidar deste fato”.


Judas Iscariotes – O Sábado de Aleluia é também o dia quando se costuma malhar Judas, discípulo que se notabilizou pela traição a Jesus Cristo, que foi entregue pelo apóstolo aos sacerdotes do Templo de Jerusalém por 30 moedas de prata. “Mas se a gente acredita na misericórdia de Deus que chegou até Adão, porque não pensar que ela tenha chegado a Judas?”, questionam alguns teólogos.


Judas era um zelota, parcela do povo de Israel que esperava um Messias que libertasse militarmente seu povo, a traição do apóstolo Pedro, amigo de Jesus, que o negou três vezes, pode ser vista como pior que a de Judas. “Judas era visto como ladrão, que roubava o caixa comum dos apóstolos”, explica.


A diferença,  é que Pedro se arrepende, deixando-se ser redimido por Cristo, enquanto Judas se desespera e se fecha a este perdão, suicidando-se. “Jesus perdoaria a Judas como perdoou a Pedro, sem perguntar porque ele tinha feito o que fez”, acredita. “Jesus não tem ressentimento, pois sabe que a Igreja tem a fisionomia de seus filhos”. E que assim a malhação de Judas como “bullying religioso”.


Texto AG B.
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