Construção civil cai em Cajazeiras e desemprego já é preocupação no setor



O número de financiamentos da casa própria com recursos do programa “Minha Casa Minha Vida” do governo federal diminuiu significativamente, isso fez com que, o ritmo da construção civil na cidade de Cajazeiras, que estava a todo vapor, diminuísse pouco a pouco, inclusive, gerando desemprego no setor.

Segundo o representante de uma imobiliária  em Cajazeiras, Paulo Sóstenes Moreira Rangel, o governo federal continua liberando recursos para financiamentos de casas pelo programa Minha Casa Minha Vida, entretanto, burocratizou ainda mais o processo, ficando mais exigente.

Segundo ele, os empresários do setor, continuam construindo, no entanto, timidamente, em função da demora na liberação dos recursos. “Se entregavam cinco casas por mês, agora entregam apenas duas, quando entrega”, afirmou.

Com a criação do programa e o aumento da procura, em função da criação das faculdades e novos cursos superiores, os empresários investiram pesado na construção civil, fazendo surgir novos bairros e loteamentos na cidade, além de ter zero o desemprego no setor.

Muitas famílias, inclusive, recém casados ou noivos aproveitaram o programa governamental para adquirirem a casa própria com financiamento em longo prazo. Essa situação também fez surgir na cidade um grande número de corretores de imóveis e imobiliárias.

Segundo especialistas existia uma demanda reprimida que foi atendida pelas novas construções de casas e apartamentos, mas ainda existe margem para continuar crescendo.

Após a posse da presidente Dilma Rousseff o País mergulhou em uma crise muito grande e o próprio governo anunciou que estava gastando mais do que o que arrecadava e que precisava fazer cortes.

Com o afastamento da presidente, o novo presidente Michel Temer também anunciou cortes no programa, que está passando por uma reestruturação. As dificuldades para se conseguir os financiamentos fez com que a construção civil em Cajazeiras praticamente parasse, gerando desemprego e renda em um segmento que foi o que mais empregou até bem pouco tempo.

Gazeta do Alto Piranhas