Comandante do 6º BPM de Cajazeiras fala de onda de assaltos e Audiência de Custódia





O comandante do 6º BPM  comentou nesta quarta-feira (15) sobre os casos de assaltos que têm acontecido em Cajazeiras nos últimos dias, e garantiu que a polícia está intensificando as ações preventivas e de combate nas ruas após as primeiras informações do Serviço de Inteligência.
“Nós estamos otimizando o emprego das guarnições, principalmente com vistas a locais e horários principais levantados diante dos últimos acontecimentos, e acredito que não vai muito longe, nós estaremos com esses indivíduos presos e pagando pelos crimes, pela ousadia deles e pela persistência que eles vêm praticando crimes e causando certo clima de insegurança e revolta.”

O Tenente-Coronel Enéas Cunha fez duras críticas à Audiência de Custódia, que, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é a garantia da rápida apresentação do preso a um juiz nos casos de prisões em flagrante.

A ideia é que o acusado seja apresentado e entrevistado pelo juiz em uma audiência em que serão ouvidas também as manifestações do Ministério Público, da Defensoria Pública ou do advogado do preso. Durante a audiência, o juiz analisará a prisão sob o aspecto da legalidade, da necessidade e da adequação da continuidade da prisão ou da eventual concessão de liberdade, com ou sem a imposição de outras medidas cautelares.

Acontece que, segundo o Tenente-Coronel Cunha, em muitos casos os presos estão sendo orientados  a mentirem diante do juiz, alegando que foram coagidos pelos policiais militares, por meio de tortura física e psicológica, a confessarem o crime.

O comandante do 6º BPM chamou de “inescrupulosos” os advogados que fazem essa orientação aos seus clientes, e disse que os próprios presos já aprenderam a usar essa estratégia por conta própria, criando uma “presunção de culpa” contra os policiais.

“Isso já era uma prática de defensores inescrupulosos que quando não tinham nenhuma prova para defender seu cliente, orientava o camarada a dizer que tinha confessado mediante coação,
espancamento… A mentir, na verdade. E agora o próprio criminoso tem esse direito, não precisa mais nem de um advogada para ter essa sua defesa. Cria uma presunção de culpa para com os policiais”, criticou.

Tenente-Coronel Cunha revelou que a Polícia Militar de todo o país está se mobilizando “para que o CNJ acorde para essa atitude que foi tomada e só vai contribuir para a desmotivação das polícias de um modo geral, mas principalmente da Polícia Militar, que dá o combate diário nas ruas.